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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PESQUISA TRAZ NOVA ESPERANÇA CONTRA A SÍNDROME DE TOURETTE


Um grupo de especialistas do Reino Unido acaba de divulgar resultados de uma pesquisa que pode tornar o tratamento para a síndrome de Tourette — que, em alguns casos, envolve a ingestão de antipsicóticos — menos agressivo. Eles descobriram níveis altos de um importante neurotransmissor em uma área do cérebro responsável pelos comandos motores. A proposta é utilizar ondas eletromagnéticas para estimular as áreas cerebrais afetadas por esse problema.

“As operações normais do cérebro dependem de um equilíbrio das influências inibidoras e excitatórias nos principais circuitos dele. Pensamos que, na síndrome de Tourette, esse equilíbrio é perturbado dentro de uma área conhecida como estriado, fazendo com que o processamento se torne desorganizado”, explica ao Estado de Minas Stephen Jackson, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Nottingham.

Para decifrar como a área do estriado funciona quando há a síndrome, os cientistas utilizaram uma técnica avançada de monitoramento cerebral e compararam os resultados atingidos com voluntários saudáveis e pacientes com Tourette. “Usamos uma técnica chamada de espectroscopia por ressonância magnética, utilizando um escâner para medir a concentração no cérebro de alguns neurotransmissores, substâncias químicas que refletem a atividade desse órgão”, detalha Jackson.

Os cientistas constataram níveis significativamente maiores de ácido gama-aminobutírico (Gaba), um neurotransmissor inibitório do cérebro, na área motora suplementar dos pacientes com Tourette. O Gaba tem como função inibir as atividades motoras do corpo. Caso esteja em maior quantidade, acreditam os pesquisadores, poderia auxiliar a controlar as crises de Tourette.

“O papel dele no cérebro é inibir a atividade neuronal, parar as células, evitando que elas disparem. Se estimulados, poderiam amortecer a hiperexcitabilidade nas áreas corticais do cérebro que produzem o movimento. Ao reduzir a atividade excitatória nesses locais, daríamos às pessoas que sofrem com essa síndrome um maior controle sobre os movimentos voluntários e, consequentemente, menos tiques”, explica Jackson.

Suspeita confirmada Ana Hounie, psiquiatra especialista na doença e supervisora do Ambulatório de Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que já existiam suspeitas de que os níveis de Gaba em pacientes com a síndrome pudessem ser irregulares. O trabalho dos pesquisadores do Reino Unido, segundo ela, traz mais dados que reforçam essa hipótese e também podem explicar a melhora apresentada por alguns pacientes quando envelhecem.

“Com esse estudo, podemos trabalhar com uma teoria de que, à medida que você envelhece, os níveis de Gaba aumentam e, por conta disso, esses tiques diminuem”, diz Hounie. “O Tourette não tem cura determinada, mas, quando ela ocorre, em um terço dos casos, acontece de forma espontânea e na vida adulta. Acreditamos que isso ocorre pelo amadurecimento do sistema neurológico.”

Segundo Jackson, um dos grandes ganhos do trabalho está justamente na possibilidade de oferecer intervenções menos agressivas para quem não se livra do distúrbio. “Novas técnicas, como a estimulação craniana, poderão ser utilizadas para aumentar ou diminuir a quantidade de Gaba em áreas específicas do córtex. Talvez, o uso delas poderia ajudar também os jovens com essa doença a ter mais controle sobre seus tiques”, cogita o autor do trabalho.

A neurologista Cláudia Barata Ribeiro, do Hospital Santa Lúcia, conta que as técnicas de estimulação cranianas têm sido muito utilizadas para outros problemas neurais, como o mal de Parkinson e a depressão. “Até têm sido cogitadas para tratamentos de distúrbios alimentares”, complementa. “Descobrimos que estimular determinadas partes do cérebro com intervenções magnéticas podem auxiliar no tratamento dessas doenças e, como mostra esse trabalho do Reino Unido, talvez o Tourette possa também ser beneficiado com isso.”

Ribeiro acredita que a terapia proposta no estudo divulgado na Current biology carrega vantagens quanto aos medicamentos “Os remédios que estão disponíveis para serem utilizados contra o Tourette podem acabar influenciando a espontaneidade dos pacientes. Se tivermos tratamentos que não provoquem efeitos colaterais, ganharemos muito”, acrescenta.

Novas drogas A psiquiatra Ana Hounie ressalta que os achados da pesquisa britânica podem também contribuir para a criação de remédios que sejam mais específicos para o tratamento da síndrome. “Acho importante descobrir medicamentos eficazes para o tratamento da doença, já que 90% das pessoas tratadas dessa forma sofrem efeitos colaterais, além do fato de as drogas atuais serem caras. É possível que, sabendo agora dessa alteração de Gaba, futuramente, possamos ter mais drogas com menos efeitos colaterais”, cogita.

Jackson acredita que os resultados do estudo do qual faz parte possam ainda auxiliar na compreensão de outros problemas de saúde neurológicos que também têm como característica o desequilíbrio em substâncias que excitam e inibem regiões do cérebro. Ele adianta que o próximo passo da equipe será analisar distúrbios ligados à hiperatividade. “Daremos foco no transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e no autismo, problemas semelhantes à síndrome de Tourette.”

Fonte: Estado de Minas

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O CANABIDIOL E O THC NO TRATO DA SÍNDROME DE TOURETTE

Na Alemanha estão  fazendo pesquisas sobre o  tratamento da ST com um medicamento que possui canabidiol e THC  na proporção de 1:1. Os resultados que a doutora Ana Hounie viu serem relatados no Primeiro Congresso Mundial sobre a síndrome de Tourette, em Londres, em junho de 2015, foram interessantes.

O canabidiol tem sido usado em alguns casos de epilepsia refratária e no Brasil foi autorizada pela Anvisa sua importação para casos selecionados. "Não é panaceia. É um tratamento caro e eficaz numa minoria de casos", afirma a psiquiatra paulista.

Para a Tourette, ainda não é possível importar. A Resolução será revista este ano.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CONECTE-SE AO MAPA MUNDIAL DA ST

Clique aqui para informar ser portador de ST. O objetivo é mapear os casos no mundo. Nós já estamos ali, marcados em Porto Alegre.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CONHEÇA TÉCNICAS DE LEITURA PARA INCENTIVAR CRIANÇAS COM TDAH

Materiais de pré-visualização de leitura: Dirigir a atenção da criança para a capa, o título do livro, e as ilustrações. Ensiná-la a usar essas pistas visuais Leitura: Pergunte: “O assunto deste livro é sobre?” Isso vai ajudar uma criança com TDAH a colocar as palavras no contexto.

Ler juntos: Incentivar a criança com TDAH a ler alguns  livros por si mesma, e, em seguida,  revezar na leitura em voz alta e ouvir a ambos quando leem. Se a criança tropeça em uma palavra, dizer para ela, em vez de insistir em que ela codifique a leitura sozinha.

Se a criança quer sondar a palavra, deixe-a sondar: Se ele precisa de correção, diga algo como: “A palavra é casa, mas a palavra que você disse faz sentido”, em outras palavras, a sua estratégia deve ser complementar, em vez de rebaixar a capacidade da criança.

Reveja as ideias: Fazer leitura de poucas páginas e fazer perguntas pertinentes: “A história é sobre? O que aconteceu pela primeira vez? O que aconteceu a seguir? Como você acha que essa história vai acabar? ” Esses questionamentos ajudam as crianças a colocar todas as peças juntas durante a leitura.

Fazer jogos de palavras: Dedicar cada dia ou a cada semana para dominar um fonema específico, ou o som da palavra. Por exemplo, encontrar 10 coisas em sua casa que contêm o “rr” . Ex: Está no transporte que você se locomove (carro), na alimentação diária (arroz) e outros momentos do cotidiano. Tornando esta aprendizagem divertida.

Saber pontos fortes e fracos do seu filho: Algumas crianças com TDAH ou com Dificuldade de aprendizagem precisam de ajuda na decodificação de palavras escritas. Outras crianças podem não entender o significado do que leram. Pergunte ao professor do seu filho onde ele precisa de ajuda. Se é na decodificação, incorporar atividades interpretativas e com sonorização no cotidiano da criança. Se o conteúdo é o problema, ajudar a criança a reconhecer linhas de história. Assistindo filmes de curta duração ou lendo histórias em quadrinhos o que pode ajudar a criança a compreender os conceitos de enredo, personagens e sequência.

Construir vocabulário: Converse com a criança sobre qualquer coisa que lhe interessa, e usar um vocabulário que ela possa compreender. Leia para ela livros de acordo com sua capacidade de interpretação e dentro do seu interesse.

Fonte: www.ganhesempremais.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

AUBER FALA SOBRE A ST E SEU NOVO LIVRO, NA TV NOVO TEMPO

O Auber, editor do Clic, concedeu mais uma entrevista à TV Novo Tempo. A ideia era falar sobre seu novo livro, "Nós Dois", que lançou em outubro pela Editora Vidráguas, mas aproveitou a oportunidade e falou também sobre a síndrome de Tourette, de que padece, e de como encara o problema que, para ele, já não é mais um problema. Confira no vídeo abaixo.

Antes, lembramos que, caso haja interesse em adquirir qualquer um dos dois livros de Auber, citados na reportagem, é mais fácil, mais rápido e mais barato solicitar-lhe através de seu e-mail, que é auber.lopes@gmail.com.

"Nós Dois" sai por R$ 25,00 e "A Estética da Tristeza", por R$ 15,00. O valor das despesas postais é R$ 7,10 para qualquer parte do país.



sexta-feira, 31 de julho de 2015

ÚLTIMAS INFORMAÇÕES A RESPEITO DO PIDOMAG

Não é boa a notícia que temos a trazer. O Laboratório Baldacci, que produzia o Pidomag, enviou correspondência ao questionamento feito pela doutora Ana Hounie a respeito do porquê de haver sumido das farmácias.

De forma sucinta - e, observação nossa, canalha -, foi-lhe informado que a empresa não tem mais interesse comercial em produzir o pidolato de magnésio. Ou seja, devia dar pouco lucro.

Esta é a triste realidade do Brasil. A despeito de amenizar o sofrimento de quem padeça de algum mal que dele dependa, essa empresa, como, de resto, os laboratórios farmacêuticos em geral, decide retirar do mercado seu produto (que não tem genérico) e dane-se quem o utilizava.

A doutora Ana está prescrevendo a seus pacientes outra medicação, o Magnen B6 (glicinato de magnésio + cloridrato de piridoxina), produzido pelo Laboratório Marjan Farma. Apresenta-se na forma de comprimidos. Os resultados têm sido satisfatórios.


quinta-feira, 2 de julho de 2015

MÉDICOS DE PORTO ALEGRE ESPECIALISTAS EM TOURETTE

Temos recebido muitos pedidos de indicação de profissionais com sólidos conhecimentos em síndrome de Tourette em Porto Alegre. Para facilitar, seguem os dois que conhecemos. O Auber, nosso colaborador, já foi paciente de ambos e os recomenda veementemente:

Dr. Carlos Rieder (neurologista) - Fone: (51) 3222-5885

Dr. Ygor Ferrão (psiquiatra) - Fone: (51) 3346-1077

quarta-feira, 27 de maio de 2015

LABORATÓRIO SUSPENDE A PRODUÇÃO DO PIDOMAG

Em 2014, durante 30 dias, o Auber, nosso colaborador, testou, junto com outras “cobaias”, uma medicação chamada Pidomag para o trato dos sintomas da Síndrome de Tourette, a pedido da psiquiatra e pesquisadora Ana Hounie. Os resultados foram excelentes. Tanto que ela passou a prescreve-lo como complemento às medicações tradicionais, com ótima resposta por parte dos pacientes.

Agora, a doutora Ana nos informa que o laboratório Baldacci, responsável pela fabricação do Pidomag, parou de produzi-lo. Tanto ela quanto seus pacientes ficaram indignados e temerosos que os tiques possam voltar a se agravar sem o auxílio da medicação. Ela nos informou que já escreveu para o laboratório questionando-o sobre o porquê da suspensão da produção da droga.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

NOVO ESTUDO PODE RESULTAR EM MAIOR CONTROLE DA TOURETTE

Um grupo de cientistas do Reino Unido acaba de divulgar resultados de uma pesquisa que pode tornar o tratamento da síndrome de Tourette menos agressivo. Eles descobriram níveis altos de um importante neurotransmissor em uma área do cérebro responsável pelos comandos motores. A proposta é utilizar ondas eletromagnéticas para estimular as áreas cerebrais afetadas por esse problema.

“As operações normais do cérebro dependem de um equilíbrio das influências inibidoras e excitatórias nos principais circuitos dele. Pensamos que, na síndrome de Tourette, esse equilíbrio é perturbado dentro de uma área conhecida como estriado, fazendo com que o processamento se torne desorganizado”, explica Stephen Jackson, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Nottingham.

Para decifrar como a área do estriado funciona quando há a síndrome, os cientistas utilizaram uma técnica avançada de monitoramento cerebral e compararam os resultados atingidos com voluntários saudáveis e pacientes com Tourette. “Usamos uma técnica chamada de espectroscopia por ressonância magnética, utilizando um escâner para medir a concentração no cérebro de alguns neurotransmissores, substâncias químicas que refletem a atividade desse órgão”, detalha Jackson.

Os cientistas constataram níveis significativamente maiores de ácido gama-aminobutírico (Gaba), um neurotransmissor inibitório do cérebro, na área motora suplementar dos pacientes com Tourette. O Gaba tem como função inibir as atividades motoras do corpo. Caso esteja em maior quantidade, acreditam os pesquisadores, poderia auxiliar a controlar as crises de Tourette.

“O papel dele no cérebro é inibir a atividade neuronal, parar as células, evitando que elas disparem. Se estimulados, poderiam amortecer a hiperexcitabilidade nas áreas corticais do cérebro que produzem o movimento. Ao reduzir a atividade excitatória nesses locais, daríamos às pessoas que sofrem com essa síndrome um maior controle sobre os movimentos voluntários e, consequentemente, menos tiques”, explica Jackson.

Suspeita confirmada

Ana Hounie, psiquiatra especialista na doença e supervisora do Ambulatório de Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que já existiam suspeitas de que os níveis de Gaba em pacientes com a síndrome pudessem ser irregulares. O trabalho dos pesquisadores do Reino Unido, segundo ela, traz mais dados que reforçam essa hipótese e também podem explicar a melhora apresentada por alguns pacientes quando envelhecem.

“Com esse estudo, podemos trabalhar com uma teoria de que, à medida que você envelhece, os níveis de Gaba aumentam e, por conta disso, esses tiques diminuem”, diz Hounie. “O Tourette não tem cura determinada, mas, quando ela ocorre, em um terço dos casos, acontece de forma espontânea e na vida adulta. Acreditamos que isso ocorre pelo amadurecimento do sistema neurológico.”

Segundo Jackson, um dos grandes ganhos do trabalho está justamente na possibilidade de oferecer intervenções menos agressivas para quem não se livra do distúrbio. “Novas técnicas, como a estimulação craniana, poderão ser utilizadas para aumentar ou diminuir a quantidade de Gaba em áreas específicas do córtex. Talvez, o uso delas poderia ajudar também os jovens com essa doença a ter mais controle sobre seus tiques”, cogita o autor do trabalho.

A neurologista Cláudia Barata Ribeiro, do Hospital Santa Lúcia, conta que as técnicas de estimulação cranianas têm sido muito utilizadas para outros problemas neurais, como o mal de Parkinson e a depressão. “Até têm sido cogitadas para tratamentos de distúrbios alimentares”, complementa. “Descobrimos que estimular determinadas partes do cérebro com intervenções magnéticas podem auxiliar no tratamento dessas doenças e, como mostra esse trabalho do Reino Unido, talvez o Tourette possa também ser beneficiado com isso.”

Ribeiro acredita que a terapia proposta no estudo divulgado na Current biology carrega vantagens quanto aos medicamentos “Os remédios que estão disponíveis para serem utilizados contra o Tourette podem acabar influenciando a espontaneidade dos pacientes. Se tivermos tratamentos que não provoquem efeitos colaterais, ganharemos muito”, acrescenta.

Novos medicamentos

A psiquiatra Ana Hounie ressalta que os achados da pesquisa britânica podem também contribuir para a criação de remédios que sejam mais específicos para o tratamento da síndrome. “Acho importante descobrir medicamentos eficazes para o tratamento da doença, já que 90% das pessoas tratadas dessa forma sofrem efeitos colaterais, além do fato de as drogas atuais serem caras. É possível que, sabendo agora dessa alteração de Gaba, futuramente, possamos ter mais drogas com menos efeitos colaterais”, cogita.

Jackson acredita que os resultados do estudo do qual faz parte possam ainda auxiliar na compreensão de outros problemas de saúde neurológicos que também têm como característica o desequilíbrio em substâncias que excitam e inibem regiões do cérebro. Ele adianta que o próximo passo da equipe será analisar distúrbios ligados à hiperatividade. “Daremos foco no transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e no autismo, problemas semelhantes à síndrome de Tourette.”

Fonte: Estado de Minas

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SAIBA O QUE SÃO TIQUES TRANSITÓRIOS

Não existe uma causa conhecida para o transtorno do tique transitório. Como a síndrome de Tourette e outros transtornos de tiques, esses problemas são influenciados por vários fatores.

Algumas pesquisas indicam que os transtornos de tiques possam ser herdados. De acordo com a Mayo Clinic, uma mutação genética foi identificada como causa da síndrome de Tourette em casos raros.

Anomalias no cérebro também podem ser responsáveis por transtornos de tique. Essas anomalias são a causa de outros problemas mentais como depressão e déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Algumas pesquisas sugerem que o transtorno do tique transitório pode estar associado a neurotransmissores. Neurotransmissores são substâncias químicas do cérebro que transmitem sinais nervosos para as células do corpo.

No entanto, nenhum estudo forneceu provas concretas do envolvimento dos neurotransmissores. Os medicamentos para tratamento do transtorno do tique transitório são destinados a alterar os níveis de neurotransmissores.

O transtorno do tique transitório geralmente desaparece sem tratamento em crianças. Os familiares e professores não devem chamar a atenção da criança por causa dos tiques. Isso pode deixar a criança mais nervosa e agravar os sintomas.

Uma combinação de terapia e medicamentos pode ajudar em casos nos quais os tiques estiverem atrapalhando no trabalho ou na escola. Como o estresse pode piorar os tiques ou torna-los mais frequente, é importante usar técnicas para controlar o estresse.

A terapia cognitivo-comportamental também é uma forma útil de tratar transtornos de tiques. Durante essas sessões da terapia, o paciente aprenderá a evitar comportamentos autodestrutivos por meio do controle de suas emoções, comportamentos e pensamentos.

Medicamentos não podem curar os tiques completamente, mas podem aliviar os sintomas para algumas pessoas. O médico poderá prescrever um medicamento para reduzir o nível de dopamina no cérebro do paciente como flufenazina, haloperidol ou pimozida. A dopamina é um neurotransmissor que pode estar associada aos tiques.

O médico também poderá tratar os tiques do paciente com antidepressivos. Essas drogas ajudam no tratamento da ansiedade, tristeza, ou transtorno obsessivo-compulsivo e podem ajudar com as complicações do problema do paciente.

Fonte: Healthline